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Recusa ao Comer: O Transtorno Restritivo Evitativo

No transtorno alimentar restritivo/evitativo há uma falta de interesse nos alimentos ou no ato de se alimentar. A esquiva pode ser baseada nas características sensoriais do alimento, ou seja, uma evitação por alimentos devido à sua cor, cheiro ou textura. Tal situação que culmina com uma perda de peso e deficiência nutricional significativas. Em crianças, pode gerar um atraso de crescimento/desenvolvimento. A desnutrição resultante pode afetar também a aprendizagem.



O transtorno alimentar restritivo/evitativo manifesta-se mais comumente em crianças do que em adultos, e pode haver uma grande demora entre a manifestação inicial e a apresentação clínica. Fatores que desencadeiam o transtorno incluem dificuldades físicas, sociais e emocionais.


Ele pode estar associado a outras condições, inclusive de neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista. Além destes, a fatores familiares, como a ansiedade familiar. Identificam-se taxas maiores de perturbações alimentares em filhos de mães com transtornos alimentares.


Em função de todos esses fatores associados, torna-se imprescindível a busca de um profissional para a avaliação do transtorno alimentar. No tratamento psicológico, são identificadas as percepções/crenças distorcidas sobre a alimentação e o alimento evitado, corrigindo-as. Além disso, são empregadas técnicas comportamentais para a mudança do comportamento alimentar, como a exposição gradual a novos alimentos.

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