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Habilidades para Vida: Impacto nos Relacionamentos Interpessoais

O relacionamento interpessoal engloba a capacidade de interagir com o outro de forma positiva, respeitando as diferenças, iniciar e manter boas relações com pares e familiares em busca do bem-estar mental e social, além de saber terminar relacionamentos de forma construtiva quando necessário.


Algumas classes de comportamentos que fazem parte do relacionamento interpessoal são:

- Iniciar conversas;

- Apresentar informações livres;

- Ouvir e fazer confidências;

- Demonstrar gentileza;

- Responder ao contato;

- Manter contato sem ser invasivo;

- Aceitar e fazer convites;

- Manifestar solidariedade.



Desta forma, as chamadas Habilidades para a Vida, descritas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) são essenciais para a manutenção de relacionamentos interpessoais saudáveis. Elas são habilidades necessárias para um enfrentamento dos desafios da vida cotidiana de uma maneira mais saudável, por meio da emissão de comportamentos positivos e adaptativos.


As consideradas Habilidades para a Vida são as seguintes:


Comunicação eficaz: habilidade de expressar-se assertivamente, de forma verbal e não-verbal, diante das situações cotidianas. Essa categoria engloba expressar opiniões, desejos, necessidades e desconfortos de maneira clara, respeitando as diferentes opiniões. É a forma de alcançar o outro por meio da transmissão de ideias, fatos, pensamentos, sentimentos e valores.

A assertividade é definida como a habilidade de expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, honesta e apropriada de forma que não viole o direito daquele que recebe a informação e respeite a si próprio também.


Manejo das emoções: é a capacidade de reconhecer as emoções agradáveis e desagradáveis em si e nos outros e conseguir expressá-las de forma assertiva. Envolve também compreender como o comportamento pode ser influenciado pelas emoções e responder a elas de forma apropriada.


Resolução de problemas: lidar de forma construtiva e adaptativa com os problemas do cotidiano, utilizando suas capacidades pessoais, num exercício de autocontrole diante de indicadores emocionais de um problema, além da elaboração de alternativas para sua solução.


Manejo de estresse: capacidade do indivíduo em discernir suas fontes de estresse, compreender como ele é afetado pelos estressores e encontrar estratégias de como enfrentá-lo.


Pensamento criativo: habilidade que objetiva explorar, por meio da flexibilidade cognitiva, as diversas alternativas e consequências para cada situação e decisão, na tentativa de encontrar respostas e soluções mais adaptativas e flexíveis.


Pensamento crítico: capacidade de entender, analisar, comparar e classificar as informações, ideias e eventos (que já foram explorados pelo pensamento criativo) sob diferentes perspectivas de maneira clara e objetiva, contribuindo para o reconhecimento e a avaliação de fatores que influenciam nos valores e nas atitudes.


Tomada de decisão: habilidade que auxilia de forma construtiva na avaliação de vantagens, riscos e consequências das diferentes situações que o indivíduo enfrenta, sendo a capacidade de escolher a melhor opção após uma análise de alternativas.


Autoconhecimento: habilidade de reconhecer a si próprio, incluindo pontos fortes e limitações, desejos e aversões. A partir da vivência as próprias experiências, torna-se consciente de seus pensamentos, emoções e comportamentos.


Empatia: habilidade de se colocar no lugar do outro, imaginando como ele se sente, compreendendo-o emocionalmente e aceitando-o sem fazer julgamentos. É vista como uma classe das habilidades sociais que agrupa comportamentos esperados e desejáveis, principalmente diante de situação de demanda afetiva.


A psicoterapia é um excelente recurso para o desenvolvimento das habilidades em questão, que proporcionam o aperfeiçoamento das relações interpessoais.




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