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O que pode estar por trás da compulsão alimentar? Transtornos associados | Psicóloga Maisa Lanzarin

Muito se tem discutido que a função do alimento vai muito além de nutrir. De fato, há um prazer relacionado ao ato de comer. Além disso, o comportamento alimentar está diretamente associado às emoções: justamente por gerar um prazer momentâneo durante sua ingestão, os alimentos (geralmente os altamente calóricos) acabam sendo utilizados como estratégia para um desconforto emocional. De igual forma, fatores sociais também exercem influência: aquela pizza que era ‘a pedida’ de toda a semana no happy hour com os amigos, por exemplo, ganha o significado de boas risadas e momentos de descontração.


Até mesmo estruturas cerebrais estão implicadas no comportamento alimentar. O chamado hipocampo, que exerce funções essenciais nos processos de aprendizagem e memória, está diretamente ligado à motivação para o consumo de alimentos, já que as pessoas relacionam memórias afetivas à comida. Paladar, olfato, visão e audição, agindo principalmente por intermédio de outra estrutura cerebral, o hipotálamo, podem afetar o estado corporal e o comportamento, promovendo reflexos, liberação de hormônios e ajustamento visceral no contato com o alimento desejado.


No entanto, outros transtornos podem estar sendo “mascarados” pela compulsão alimentar. A depressão, por exemplo, tem como um dos sintomas a alteração de apetite – comer de mais ou de menos. É muito comum pessoas com este diagnóstico terem uma alteração significativa de peso. Além disso, inúmeras medicações usadas no tratamento dos transtornos de humor provocam alteração na preferência por alimentos (aumentando o apetite para carboidratos) e diminuição do controle sobre o comportamento alimentar.


Assim como no Transtorno Afetivo Bipolar. Ele é caracterizado por mudanças de humor duradouras, que oscilam entre períodos de horas, dias ou meses de mania, hipomania e depressão. Pesquisas demonstram que há uma prevalência maior da ingesta de carboidrato e açúcares entre pacientes com tal diagnóstico.


Transtornos de ansiedade em geral também podem gerar episódios de compulsão alimentar. O alimento é comumente usado como uma forma de aliviar a tensão e ansiedade, como se a pessoa precisasse “suprir” uma lacuna de tempo, uma vez que há uma preocupação característica (pré-ocupação) pelo que vai acontecer num futuro próximo, sem conseguir estar no momento presente.

Portanto, esteja atento às suas emoções, comportamentos e à relação que você tem estabelecido com a comida. Ao constatar alguma dessas disfuncionalidades, procure ajuda profissional.

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