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Medo Infantil: Quando ele é um sinal de alerta e como os pais podem ajudar | Psicóloga Maisa Lanzari

Medo e ansiedade são reações universais frente a objetos ou situações que apresentem uma ameaça, real ou imaginária, tendo, portanto, um papel adaptativo. As reações de medo são muito comuns entre crianças, fazendo parte de seu desenvolvimento normal.


Os recém-nascidos e as crianças muito pequenas têm medo de acontecimentos repentinos e inesperados, como barulhos súbitos ou objetos que se aproximam repentinamente. A partir dos 6 meses a criança passa a sentir medo de situações novas, reagindo negativamente ao ser separada da mãe mesmo que por breves momentos.


Dos 2 aos 4 anos, as crianças passam a apresentar medo de ficarem sozinhas, do escuro e de animais, como cachorros. Entre os 5 e 6 anos o temor passa a ser de figuras imaginárias, como monstros e fantasmas, visto que é a fase do despertar de sua imaginação.


Apenas a partir dos 7 anos os medos passam a ser de situações mais realistas – mesmo que essas situações sejam muito pouco prováveis de acontecer – como a morte de alguém querido, acidentes graves e catástrofes naturais. Além disso, passam a temer a punição em casa ou na escola, que se estende até a puberdade.


Diante do medo da criança, cabe aos pais acolhê-la, nunca invalidando o sentimento. Se o filho apresenta medo do escuro, os pais podem acompanhá-lo num cômodo, como o quarto, e apagar a luz, mostrando-lhe que não há o que temer, lhe oferecendo segurança. Jamais usar-se do medo da criança para lhe fazer ameaças ou punições.


No entanto, em muitos casos, os medos não são passageiros e suas manifestações acentuadas podem indicar um transtorno de ansiedade. Então, como saber se o medo está dentro da ‘normalidade’ para o desenvolvimento da criança? Os pais devem ficar atentos se o filho apresentar uma aflição extrema, a qual não consegue ser contida por gestos tranquilizadores ou por um apelo à razão e à evidência. Além de evitar as situações que temem, as crianças podem apresentar sintomas como angústia, desespero, falta de segurança e autoestima, ruminações ansiosas, gestos de proteção, respiração rápida, ritmo cardíaco acelerado e transpiração excessiva. Nestes casos, é recomendado buscar uma avaliação profissional.

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