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Compulsão Alimentar: O perfil por trás desse transtorno | Psicóloga Maisa Lanzarin

O Transtorno de Compulsão Alimentar é caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar – ingestão, em um período determinado, de uma quantidade de alimento definitivamente maior que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período, sob circunstâncias semelhantes – acompanhada por sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio.


Comer rapidamente, até se sentir desconfortavelmente cheio; comer grandes quantidades sem ter fome; comer sozinho por vergonha da quantidade de alimento que está ingerindo causam sentimentos de culpa, vergonha e tristeza.


Normalmente, a pessoa com esse transtorno apresentou tentativas anteriores de emagrecimento que foram fracassadas; tem um prejuízo no autocontrole regulatório e de recompensa (o prazer pelo consumo do alimento gera recompensa imediata); crenças de desvalia, incompetência e fracasso e baixa auto-estima.


Os episódios de compulsão alimentar em geral ocorrem como uma resposta a emoções negativas, como tristeza, ansiedade e frustração e a falta de habilidade para lidar com elas. Assim, a pessoa utiliza-se do alimento como estratégia para regulação emocional (aliviar o desconforto causado por alguma emoção negativa).


Diante de ansiedade ou desconforto emocional, surge um pensamento “tudo ou nada” (“hoje eu mereço comer, já que estou estressado” ou “eu já exagerei no almoço mesmo, agora vou aproveitar e comer o que eu quiser e amanhã eu recomeço a dieta”) acompanhado pela sensação de falta de controle que leva ao episódio de comer compulsivo – que por sua vez traz sentimentos de culpa, tristeza e vergonha – gerando baixa auto-estima e reiniciando o ciclo vicioso.


Há ainda os erros de pensamento como a hipergeneralização (“eu nunca vou conseguir me controlar”) e catastrofização (“comi a mais do que eu deveria hoje, já está tudo perdido mesmo”). Entre os “gatilhos” para a ocorrência dos episódios estão o afeto negativo, os estressores interpessoais, tédio e sentimentos negativos relacionados à autoimagem, além de uma forte relação com a impulsividade.


O Transtorno da Compulsão Alimentar pode levar a um significativo isolamento social, além de ter como comorbidades Depressão, Transtorno do Humor Bipolar, Transtorno de Ansiedade, abuso de substâncias e obesidade. Por isso, é imprescindível o tratamento médico e psicológico.

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