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Compras Compulsivas: O que há por trás desse descontrole?

No Brasil, estima-se que as compras compulsivas podem afetar indivíduos com idade entre 14 e 25 anos. Principalmente aos 18 anos, período em que inicia a adquirir maior autonomia e crédito.


A compra compulsiva é caracterizada por impulso forte, irresistível e incontrolável para a aquisição sem qualquer planejamento para a compra. É considerado um comportamento crônico, com preocupações intrusivas e repetitivas envolvendo comportamentos e gastos que resultam em prejuízos sociais, financeiros e psicológicos ao indivíduo. Há uma sensação crescente de tensão ou excitação antes de comprar, que é seguida por prazer, satisfação ou alívio no momento da ação. No entanto, essas sensações são seguidas por culpa, autorrecriminação e lamentação.





O comportamento de comprar de forma compulsiva é considerado como estratégia para neutralizar sentimentos desagradáveis, ou seja, um desconforto emocional que o indivíduo esteja sentindo e a compra entra como uma espécie de gratificação imediata para aliviar o mal-estar.


No entanto, torna-se um ciclo vicioso que a cada nova compra se reforça e se retroalimenta, demonstrando uma dependência comportamental: eventos estressantes, desregulação emocional, sentimentos negativos LEVAM a compras compulsivas que LEVAM à diminuição da tensão, sensação de alívio imediato mas que logo são substituídos pelos mesmos eventos estressantes, desregulação emocional e sentimentos negativos.


Além de comprar como estratégia para lidar com situações negativas, outros gatilhos podem estar presentes, como:


- Comprar como construção de identidade;


- Comprar para não se arrepender;


- Comprar para presentear;


- Comprar como forma de garantir afeto ou evitar constrangimento;


- Comprar por estar feliz e quer ampliar ou perpetuar esse sentimento.


A psicoterapia cognitivo-comportamental é utilizada para o tratamento de compras compulsivas, auxiliando o indivíduo a identificar e contestar pensamentos irracionais ou disfuncionais da compra compulsiva; compreender e conscientizar sobre suas emoções e identificar situações desencadeantes e reforçadoras, exercitando a autorregulação emocional bem como identificar gatilhos como insegurança e criticismo versus a compensação pela compra compulsiva e outros aspectos de auto-estima. A orientação para resolução de problemas também é um recurso adotado no tratamento, a fim de que se crie alternativas para auxiliar na tomada de decisão sobre a compra, gerando assim, um maior autocontrole.

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